Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância? (1 Coríntios 6:2)




   Por acaso há espaço para julgamentos? Devemos julgar uns aos outros? Se sim, baseados em que? Jesus disse: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês" (Mateus 7:1-2). A palavra grega que Jesus usou para "julgar" significa "separar, escolher, selecionar, determinar". Em contexto, vemos que Jesus estava basicamente lidando com motivos. Você não pode julgar meus motivos, e eu não posso julgar os seus. Podemos fazer algumas avaliações pontuais, mas não é possível ver os corações.

   A melhor tradução seria: "Não condenem para não serem condenados". Costumo fazer julgamentos e avaliações, mas não para condenar. Algumas pessoas são hipercríticas. Estão apenas esperando as pessoas vacilarem, para logo fazerem rápidas conclusões sobre elas. Um dos meus pregadores favoritos, o já falecido J. Vernon McGee, disse: "O único exercício que alguns Cristãos fazem é pular para a conclusão e correr para denegrir os outros."

   Algumas vezes pulamos direto para a conclusão e somos rápidos para pensar o pior a respeito de alguém, ao invés do melhor. Jesus diz que não devemos fazer isso. Então, se alguém perguntar a você: "Ei, a Bíblia não diz para não julgar?" sua resposta deveria ser "Sim, mas não creio que você tenha entendido o significado dessa passagem". Na realidade, os Cristãos devem sim fazer julgamentos. Julgamentos são avaliações, e as fazemos todos os dias.

   Não estamos na posição para ver o coração de alguém, e muito menos de fazer o julgamento final de uma pessoa. O nosso objetivo não é condenar nem recriminar; mas sim de ajudar e recuperar.