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sexta-feira, 10 de julho de 2020

As cinco funções ministeriais


Nas Escrituras Sagrada, temos a oportunidade de conhecer quais são os ministérios cristãos, e quais são as suas funções dentro do Reino de Deus. O apóstolo Paulo, foi um dos primeiros e principais escritores do Novo Testamento, através destes escrito é que temos e entendemos as funções de cada ministro.


Vamos procurar conhecer ou simplesmente recapitular todo o conhecimento que já temos sobre este tema tão importante, para todos que almejam o episcopado, e quem sabe conseguimos aprender coisas novas e úteis para desenvolvermos o ministério que nos foi confiado ou que um dia vai ser confiado a nós.


No livro de Efésios, capítulo 4 dos versículos 11 ao 14, o apóstolo faz uma lista de pelo menos 5 funções ministeriais. Nesta lista encontramos as seguintes funções:


  1. Apóstolos

  2. Profetas

  3. Evangelistas 

  4. Pastores 

  5. Mestres


No decorrer deste estudo faremos uma abordagem, e falaremos sobre a funções de cada ministro, se utilizando de base bíblicas. Em algumas funções estaremos fazendo um paralelo, de como observamos estas funções na atualidade.


Primeira função - Apóstolos


A palavra apóstolo tem como significado: “Enviado” ou “aquele a qual foi enviado”. Mas quem foi que enviou os apóstolos, ou quem tem autoridade para enviar apóstolo? A luz das Escrituras Sagrada,  nós temos pelo menos 4 bases que fundamentam o envio dos apóstolos, confiram:


  1. Enviados por Jesus. Livro de Hebreus, capítulo 3 e versículo 1.

  2. Enviados por Deus. Livro de Lucas, capítulo 11 e versículo 49.

  3. Enviados pela Igreja. Livro de Romanos, capítulo 16 e versículo 7.

  4. Enviados por Homens. Livro de Romanos, capítulo 11 e versículo 13.


A palavra apóstolo aparece mais de 80 vezes no Novo Testamento. Talvez você pode até questionar, sobre a existência de apóstolo na atualidade, e se eles podem ser levantados pela igreja, ou pelos homens. Não sei se através deste artigo conseguiremos responder por completo a essa pergunta. No entanto você receberá informações valiosas, e tenho certeza que este artigo vai te esclarecer muitas dúvidas, portanto acompanhe até o final.



A necessidade de levantar apóstolos


Quem levantou os primeiros apóstolos, foi Jesus. No Livro de Marcos, capítulo 3 e versículos 13 ao 15, nós encontramos a razão pela qual houve  necessidade de levantar apóstolos. Esta passagem bíblica, nos revelam pelo menos 3 razões, confiram:


  1. Para estarem com ele…  Era necessário que o Senhor Jesus levantassem homens, para estar ao seu lado. Eles estariam sempre com ele, e aprenderiam a lidar com diversas situações. Todo líder precisa seguir o exemplo de Jesus, precisamos levantar novos líderes, a obra de Deus precisa continuar. 

  2. Para enviar a pregar… Depois que os discípulos observaram a Jesus, agora chegou o momento de realizar a obra do Senhor na prática. Nenhum discípulo ou candidato para a liderança pode executar as obras do Senhor, sem antes aprender.

  3. Para expelir demônios… A obra de Deus é feita no âmbito espiritual, por isso todos os que realizam as obras de Deus, precisam se revestir do Espírito Santo, pois somente se revestindo é que o líder conseguirá vencer algumas batalhas espirituais.

 

Com o passar dos tempos os apóstolos, seriam os representantes de Jesus. O próprio Senhor Jesus, deixaram os discípulos muito conscientes desta missão de representá-lo, em algumas ocasiões Jesus declarou para seus discípulos que Ele voltaria para o Pai, e que eles (seus discípulos) iriam dar continuidade a obra do Pai, e Jesus foi além ao dizer que os discípulos realizaria, obras ainda maiores.


Requisitos para o apostolado


No princípio da igreja, no que denominamos como igreja primitiva, registrado no livro de Atos, capítulo 1 e versículos 21, 22. Encontramos pelo menos 3 requisitos para exercer o apostolado, confiram: 


  1. Ser alguém que tivesse livre curso entre os demais apóstolos, ou seja, é necessário ter conhecido a Jesus, desde o seu batismo.

  2. Ser alguém que tivesse visto a Jesus ressurreto.

  3. Ser alguém que tivesse testemunhado a ascensão de Jesus.


É bom deixar claro que, nem todos que se encaixam nestas descrições eram apóstolos de Jesus. Essas era apenas algumas características essenciais, apesar de alguns estarem cumprindo estes requisitos; eles não eram necessariamente apóstolos.


Talvez você venha me perguntar, e o apóstolo Paulo? Ele não cumpri com estes 3 requisitos, como ele pode ser considerado apóstolo? 


Aparentemente, o apóstolo Paulo não cumpre com os requisitos de Atos 1 21, porém para toda regra há uma exceção, sendo que o apóstolo é uma exceção, mas para justificar esta regra nós mencionamos o livro de Atos capítulo 9 e versículo 5, onde nós afirmamos que Paulo cumpriu o requisito o segundo e o terceiro requisito, porém restaria cumprir o primeiro requisito; mas pelo fato da chamada para o apostolado  de Paulo, ser feita pelo próprio Senhor Jesus, dar a Paulo o requisito necessário para a função.


Podemos reconhecer o ministério apostólico hoje?


Esta com certeza, não é uma pergunta fácil de responder. Para responder precisamos compreender muitas coisas, para somente chegarmos a uma conclusão lógica.


Os maiores defensores da atualidade do ministério apostólico,  é a Igreja Apostólica Romana ( Igreja Católica).  Há também algumas igrejas protestantes que advogam a causa. Contudo o ministério apostólico, idêntico como nos tempos antigos não há mais a continuidade, porém se levarmos em consideração que a função de apóstolo é a mesma exercida pelos missionários, então neste sentido afirmamos que sim, ainda existe o ministério apostólico.


Segunda função - Profetas


O ministério profético é outro tema que traz muitas especulações e polêmicas.Todos querem saber se é viável dizer que existe o ministério profético em nossa atualidade. Esse e outros tópicos iremos abordar. 


Acredito que não há dúvidas do ministério profético no Antigo Testamento. A grande dúvida se dar em saber como era o ministério profético em Novo Testamento, e como é este ministério na atualidade, se é que existe este ministério na atualidade, mas para termos a certeza disso precisamos compreender como era a função no Novo Testamento e como classificamos esta função hoje.


Ministério profético na igreja primitiva


Na igreja primitiva o ministério profético estava em ativa. Suas mensagens não deixava dúvidas, se eram verdadeiras ou não, pois eram mensagens inspirada pelo Espírito Santo e ministrada com muita unção. Eram homens que buscavam se encher do Espírito Santo, e não havia lugar para meninices, a mensagem era transmitida com total responsabilidades.


Naqueles tempos os profetas não estavam  preocupados com sua nomeação. Não importava se as pessoas iam chamá-los de profetas ou não, isso era o que menos importava. Todavia eles anunciavam a palavra de Deus, através de profecias, e isso era o mais importante, ser um instrumento de Deus para anunciar sua palavra, seja em tempo ou fora de tempo.


Ministério profético em Novo Testamento


Havia muitas pessoas que eram denominadas como profeta no Novo Testamento. Quem pensa que não havia profetas nos Novo Testamento está totalmente enganado. A bíblia menciona o nome de alguns destes profetas, tais como:

  • Barnabé

  • Simeão

  • Lucio 

  • Manaém

  • Saulo

  • Judas

  • Silas

  • Ágapo


Havia muitos outros profetas, porém nem todos os nomes são mencionados nas Escrituras, mas através destes nomes, já são o suficiente para entendermos que havia sim o ministério profético no Novo Testamento.


Ministério profético hoje


Há profetas ainda hoje? Esta é a pergunta que não quer calar-se. Vamos ser diretos, profetas e ministério profético como no Antigo Testamento cessaram com a dispensação da igreja de Cristo.


O que existe hoje na atualidade é o dom de profecia. Todavia uma pessoa que tem este dom, não temos base bíblica para chamá-lo de profeta, pelo menos com a mesma autoridade que tinha os profetas do Antigo Testamento.


Os profetas e as profecias do Antigo Testamento, tinham um propósito preestabelecido por Deus para anunciar a sua mensagem para o povo. Já os profetas e profecias da igreja primitiva  suas mensagens visava o encorajamento, edificação e  consolação da igreja.


O que não podemos esquecer jamais, é que as escrituras Sagrada é a principal e mais confiável profecia deixada por Deus para nós. Sendo assim, todo profeta e profecias precisam passar pelo crivo da palavra de Deus (Bíblia).


Terceira Função - Evangelistas


A palavra evangelista em sua definição, significa mensageiro de boas novas. Independente da função ministerial, todo cristão é um evangelista, ou pelo menos deveria ser um evangelista. No que denominamos de grande comissão, Jesus nos chamou para evangelizar.


As mensagens do evangelista é diferente das mensagens apostólicas, proféticas, pastorais e dos ensinos dos mestres. Pois se trata de mensagens que leva o ouvinte a reconhecer seus pecados, e sentir a necessidade de um Salvador. 


Os evangelistas por não pastorear uma igreja, eles tinham a liberdade de efetuar a sua chamada, através da pregação itinerante. Desta forma eles conseguiam alcançar diversas pessoas e regiões. Lembrando que os evangelistas não efetuavam um ministério independente, todos eles eram designados e supervisionados pelos apóstolos.


Em muitos ministérios, a prática de consagrar um evangelista antes de consagrar a pastor, é muito comum. Talvez isso ocorra, para dar aquela impressão de hierarquia, sendo que todo pastor precisa ser um evangelista, e também um mestre, porém nem todos evangelistas e mestres são necessariamente pastores.


O que esperar de um evangelista?


  • Amor pelas almas: Todo evangelista obrigatoriamente precisa amar almas, a ponto de estar disposto a buscá-la uma por uma. Precisa ter a consciência que uma vai dar mais trabalho do que outras, mas quando houver amor pela alma, o tempo é o que menos vai importar, pois o mais importante e garantir que ela vai sempre estar ouvindo, uma palavra de salvação.

  • Ser chamado por Deus: Todo evangelista, precisa ter convicção de sua chamada. Caso contrário vai chegar um momento em que ele não terá mais forças para continuar sua jornada ministerial.

  • Crer na eficácia do evangelho: Se o evangelista não crer no que ele está pregando, ele estará perdendo o seu tempo e não fará sentido sua mensagem.

  • Receber sua mensagem de Deus: O evangelista precisa receber suas mensagens de Deus. Nunca o evangelista deve se atrever em pronunciar uma mensagem sem que Deus o autorize, suas mensagens tem que ser inspirada pelo Espírito Santo, pois é o Espírito Santo, que irá convencer o homem, do pecado, da justiça e do juízo.

  • Empenhar-se para alcançar resultados: O evangelista é um instrumento de Deus, para anunciar as palavras de Deus para as almas. Seus esforços deve ser em se empenhar em buscar as almas e transmitir a palavra de Deus, e será o Senhor que dará o crescimento.


Quarta Função - Pastores


A palavra pastor como ofício ministerial vem da palavra grega “poimén”, cujo significado é apascentador, ou aquele que conduz o rebanho ao pasto. Esta palavra no sentido ministerial, só aparece uma vez nas Escrituras. Nas demais citações ela é representada pela palavra presbíteros, bispos. 


Há várias referências bíblicas no Novo Testamento, e em todas as passagens em que aparecem como presbítero, bispo e pastor, não há uma distinção entre elas. Isso dá a ideia que todos exercem a mesma função.


A teologia ministerial classifica algumas poucas diferenças entre as funções de presbíteros, pastores e bispos. Contudo no geral os três exercem as mesmas funções.


Seu ofício pastoral


O pastor tem uma representação muito honrosa, tem até alguns ministérios que não utiliza o título de pastor e sim usa o título de “ancião” (presbítero). O pastor está representando o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 


É Deus quem levanta e capacita os pastores. Nenhum pastor exerce a função por conta própria ou pela vontade do rebanho, é Deus que sustenta um pastor e o provém do revestimento do Espírito Santo e derrama unção em sua vida.


O pastor precisa ser uma pessoa responsável, pois se trata de uma importante função. O pastor segundo o que nos ensina as Escrituras, é responsável pelas almas a qual o Senhor o confiou. 

 

O pastor precisa de amor, humildade, de abnegação, de renúncia, de discernimento, de ordem. O pastor é responsável pela proteção, direção e condução do rebanho a pastagem segura. 


Quinta Função - Mestres


O mestre é o ensinador, ou alguém apto para ensinar. Podemos pegar como exemplos de mestre o apóstolo Paulo, João Batista, dentre outros.


O termo também se refere àqueles que mediante ao Espírito Santo foram chamados por Deus, para exercer o ministério de ensinar aos crentes, preceitos e mandamentos das Sagradas Escrituras.


Além das pessoas que são chamadas com o dom de ensinar, todo pastor precisa ter obrigatoriamente a vocação voltada para o ensino. Até mesmo as pregações pastorais, é mais voltada para o ensino, sendo assim o pastor além de ser considerado um evangelista, é também considerado um mestre. 



Conclusão


Toda função ministerial é muito importante para crescimento do corpo de Cristo. Cada pessoa que é chamada por Deus, precisa permanecer na vocação pela qual foi chamada. Muitas pessoas ainda precisa descobrir qual é a sua vocação ministerial, porém uma vez que Deus te chamar para uma determinada obra, procura se apresentar como obreiro do que não tem do que se envergonhar, e procure fazer da melhor forma possível.


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